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Postado em: 16/05/2010 Última atualização: 21/11/2014 / by LiLi in Nosso Cantinho
 
 

Minhas Experiências nos EUA – Parte I (1º contato)

miami viagem excursao
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Sammel, uma das leitoras do Tá Flórida!, me deu a sugestão de escrever um pouco mais sobre minha experiência morando aqui nos EUA, o que achei super válido uma vez que isso pode ajudar muita gente que esteja pensando em vir morar pra cá, como eu.

Pra começar, resumo que: “NADA é FÁCIL, porém TUDO é VÁLIDO.”

Em relação à minha experiência pessoal, tudo começou quando eu tinha 15 anos. Fiz aquela famosa excursão com um grupo de amigos… éramos em torno de 80 pessoas e passamos 1 mês viajando de uma costa a outra dos EUA e Canadá! Ainda me lembro como se fosse ontem a sensação que senti quando pisei nos EUA pela primeira vez. O clima, a língua, a paisagem, tudo me encantava… mas o que mais me chamou a atenção foi a cortesia das pessoas. Palavras simples como um “thank you”, “excuse me”, “sorry” eram palavras que ouvia diariamente e nossa, o quanto isso me fazia bem!  Quando se tem 15 anos você não analisa muito as coisas e não sabe o valor que as mesmas tem, porém tudo fica armazenado no seu inconsciente. Foi nesse momento que eu senti o quanto que amava estar num lugar onde há respeito pelo próximo, uma sensação de estar vivendo em sociedade, onde há leis a serem seguidas, direitos e deveres. Uma palavra: ORDEM! Acordava todos os dias feliz durante essa viagem, pois sabia que ninguem tentaria furar a fila, trapacear o meu troco ou jogar papel no chão na maior. Como falei acima,  isso ocorreu tudo inconscientemente, sem eu ter exata noção do porque eu estava feliz. Apenas estava. :)

Quando eu voltei ao Brasil foi aquele choque, me deu vontade de chorar. De novo… por que me deu vontade de chorar? Eu não sabia bem ao certo, mas dentro de mim eu estava super agoniada, estressada, revoltada. Foi muito bom ver minha família toda me esperando no aeroporto, abraçá-los novamente, contar as novidades e dar todos os presentinhos que comprei com muito carinho, porém era só, pois todo o resto tinha perdido o brilho pra mim. Minha cabeça, a partir desse momento de retorno estava em outro lugar… um só lugar, nos EUA.

Passei por um período de muita reflexão após isso, cheguei a até tentar ” trazer os EUA para o Brasil” fazendo a minha parte… dando bom dia (e sorrindo) às pessoas no elevador ou então ajudando um idoso a atravessar a rua. Resultado? Essas próprias pessoas me olhavam de forma estranha, como se eu quisesse algo em troca. Por exemplo: No Brasil uma mulher não pode ser cortês e educada a um homem, ele já acha outras coisas… e ajudar alguem a carregar as compras ou atravessar a rua? Não, não quero uma gorjeta, obrigada!

Enfim… meus esforços todos foram frustados. Eu precisava voltar de alguma maneira! Foi aí que a segunda etapa começou, meti na cabeça que queria fazer intercâmbio cultural! Meu pai, claro… não queria. Foi muito difícil convencê-lo, passei meses atrás de meses insistindo, e como sou Ariana (com orgulho!), consegui! Finalmente consegui! Contava os dias e as horas para o momento da minha viagem e mal podia esperar para saber qual a família americana que tinha me escolhido.[…]

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